Emulsões especiais: modificadas por polímeros

Emulsões especiais: modificadas por polímeros

Vamos descobrir as especificações das Emulsões Especiais. Sendo a principal delas as Emulsões Asfálticas Modificadas por Polímeros (EAMP).

A pavimentação asfáltica chegou a uma nova era trazendo soluções inovadoras com a criação das Emulsões Asfálticas Modificadas por Polímeros (EAMP) e a evolução dos emulsificantes, que representam um aprimoramento das emulsões convencionais com o objetivo de agregar maior durabilidade e resistência.

Problemas observados pelos engenheiros rodoviários que antes eram resolvidos com o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), tiveram como alternativa os Pré-Misturados a Frio (PMF) com Emulsões Modificadas por Polímeros, e deles se destacaram o Microrrestimento Asfáltico a Frio (MRAF), Tratamentos Superficiais (TS) para rodovias de tráfego elevado, MFs de Alto Desempenho, entre outros.

Assim como os demais derivados de petróleo, os asfaltos e seus produtos industrializados (Asfaltos Modificados por Pó de Borracha, Asfaltos Modificados por Polímeros), as Emulsões Asfálticas são regulamentados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Bicombustíveis – ANP.

Em dezembro de 2009, a ANP publicou no Diário Oficial da União (DOU), o Regulamento Técnico ANP N 5/2009, que regulamenta as especificações das Emulsões Modificadas por Polímeros Elastoméricos. Conforme apresentado abaixo no Quadro I.

Diante desta Normatização por parte da ANP, para as Emulsões Asfálticas Modificadas por Polímeros Elastoméricos, apresentamos os ensaios sobre o resíduo da emulsão preconizados nesta norma. Para a obtenção do resíduo asfáltico objetivando ensaios de caracterização, faz-se necessário a adoção da NBR- 14896 – Determinação do resíduo seco por evaporação que preconiza a metodologia para sua obtenção. Os cuidados citados nesta NBR são necessários para que, durante a evaporação da água presente nas Emulsões Asfálticas Modificadas por Polímeros Elastoméricos, não ocorra à queima dos polímeros.

Foto: Laboratório da unidade matriz – Araucária (PR)

I. Ensaio de Recuperação Elástica – NBR-15086

O ensaio de Recuperação Elástica consiste em: interrupção da tração que se submete uma amostra do resíduo asfáltico da emulsão. Esta tração é realizada no equipamento conhecido pelos técnicos rodoviários: o ductlômetro, que é o mesmo utilizado para a realização do ensaio de determinação da ductilidade.

II. Ensaio de Viscosidade Brookfield – NBR-15184

Equipamento Brookfield, – Laboratório Unidade Matriz, Araucária (PR)

O ensaio consiste na determinação da viscosidade do resíduo da Emulsão utilizando um viscosímetro rotacional, neste caso, o viscosímetro Brookfieid.

III. Ensaio do Ponto de Amolecimento – NBR-6560

Este ensaio consiste na determinação do ponto de amolecimento do resíduo da emulsão, utilizando o aparato anel e bola.

IV. Ensaio de Penetração – NBR-6576

Este ensaio consiste na colocação de amostra fluida em recipiente apropriado logo após seu resfriamento a temperatura ambiente, na sequência é deixado em banho d’água com temperatura controlada. Após decorrido o tempo determinado, a amostra é submetida à penetração por agulha padrão com condições padrões.

Por: Eng. Wander Omena – Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento GRECA Asfaltos